Moura, pesado ágil, aposta em treino na linha do 'Homem mais forte do mundo'

Por Alessandro Lucchetti (iG - São Paulo) | - Atualizada às

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Campeão no Pan, judoca faz treinos com pneus de caminhão e cordas e faz levantamento de peso olímpico para se fortalecer

Moura é a antítese de Rafael Silva, o Baby, que se mexe e arrisca pouco
Reprodução/Facebook
Moura é a antítese de Rafael Silva, o Baby, que se mexe e arrisca pouco


Há um bom tempo à grande sombra de Rafael Silva, o Baby, dono de um bronze olímpico e de duas medalhas em Mundiais, o matogrossense David Moura, ouro nos Jogos Pan-Americanos, finalmente aproveitou a oportunidade de demonstrar sua qualidade entre os pesados.

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Como Baby, lesionado, não pôde lutar em Toronto, Moura teve a chance de mostrar o que sabe sobre o tatame. Curiosamente, David e Rafael são amigos próximos e crias do mesmo mestre: Hatiro Ogawa, neto de Ryuzo Ogawa que fundou, em 1936, uma das mais tradicionais academias do país, a Associação Hombu Budokan.

Mas as semelhanças param por aí: Baby é sólido, tem um corpo mais rotundo, e se mexe lentamente sobre o tatame. Fica mais parado e se arrisca pouco. Moura é um pesado pesado, mas musculoso e ágil. Ele faz exercícios com cordas, pneus de caminhão e pratica levantamento de peso olímpico, na linha do programa "O homem mais forte do mundo" e do cross fit.

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Moura é um judoca feito em casa: é filho de Fenelon Oscar Muller, bronze no Pan de 75. Por parte de mãe, é sobrinho de Luiz Virgílio Moura, um dos maiores nomes do judô brasileiro pré-Aurélio Miguel. Luiz Virgílio ficou muito perto de uma medalha na Olimpíada de Moscou, em 80.

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David treinava no estacionamento do colégio que pertence à família, em Cuiabá. Lá, seus sparrings eram dois de seus irmãos (um pesado e um meio-pesado) e dois primos.
Para se desenvolver na luta de chão, David pediu uma força para o amigo Flávio Canto, bronze em Atenas-2004 e uma das maiores autoridades no assunto no país. Fenelon aposta que o filho é hoje o brasileiro mais capacitado para derrotar o francês Tedy Rinner, atual campeão olímpico e a maior fera da categoria. Mas, para poder fazer isso na Olimpíada, terá que passar por cima de Baby e ganhar a chance de representar o Brasil.

Veja imagens do judô nos Jogos Pan-Americanos:

A estreante Nathália Brígida, 22, levou o bronze nos leves. Foto: William Lucas/inovafotoÉrika Miranda ganha a medalha de ouro em Toronto. Foto: William Lucas/inovafotoO golpe-relâmpmago de David, que deixou o equatoriano Figueroa desnorteado. Foto: APLuciano Corrêa defendeu sua medalha de ouro no Pan. Foto: AP/Felipe DanaMayra Aguiar vai para o golpe vencedor contra mexicana Liliana Cardena. Foto: APCharles Chibana comemora com a galera brasileira. Foto: APRafaela Silva enfrentou a canadense Catherine Beauchemin-Pinard e foi derrotada nas semifinais. Foto: Julio Cortez/APCanadense Catherine Beauchemin-Pinnard derrota a brasileira Rafaela Silva. Foto: Julio Cortez/APCharles Chibana superou o venezuelano Sergio Mattey na semifinal. Foto: Julio Cortez/APCanadense Antoine Bouchard aplica ippon e vence cubano Carlos Tondique. Foto: Julio Cortez/AP


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