Fabiana Murer perde revanche com cubana e é prata no salto com vara

Por Thiago Rocha - enviado iG a Toronto | - Atualizada às

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Em repeteco de Guadalajara-2011, brasileira trava disputa com a cubana Yarisley Silva centímetro a centímetro e acaba derrotada em prova que teve até recorde do Pan-Americano

Fabian Murer completa um de seus saltos para levar prata
AP
Fabian Murer completa um de seus saltos para levar prata


A final do salto com vara feminino dos Jogos Pan-Americanos de Toronto virou uma repetição de quatro atrás, em Guadalajara, com Fabiana Murer e Yarisley Silva disputando a vitória a cada centímetro. Mas, a exemplo de 2011, a medalha de ouro ficou com a cubana, que nesta quinta-feira cravou 4,85m, recorde da competição e melhor marca do mundo na prova em 2015. Para a brasileira, restou novamente a prata.

Fabiana abriu a série saltando 4,50m e passou logo da primeira nas três tentativas seguintes (4,60m, 4,65m e 4,70m). No decorrer da prova, perdeu a concorrência da americana Jennifer Suhr, atual campeã olímpica da prova, eliminada após não superar 4,65m, mas ficar com a medalha de bronze.

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No duelo particular entre Fabiana e Yarisley, ambas superaram 4,80m. Na tentativa de saltar para o ouro, a brasileira errou as três tentativas com o sarrafo a 4,85m. Já com o ouro garantido, a cubana queimou a última chance que tinha e foi recompensada com o recorde do Pan.

"Foi uma prova muito dura. Com três grandes atletas na disputa eu sabia que tinha de saltar 4,85m para ficar com o ouro, e foi o que aconteceu. Senti um pouco de cansaço, faltou perna, mas fiquei contente com meu salto, foi minha melhor marca no ano", avaliou.

Yarisley Silva voa para faturar o ouro no salto com vara

Yarisley Silva voa para faturar o ouro no salto com vara
Ezra Shaw/Getty Images
Yarisley Silva voa para faturar o ouro no salto com vara

A brasileira acha que perdeu gás por ter errado duas tentativas com o sarrafo a 4,75m. Como estava na Europa fazendo treinos, ela chegou em Toronto quatro dias antes de competir e acabou sentindo também os efeitos do fuso horário. Ela, porém, vislumbra evolução para o Mundial da China, em agosto.

"Venho fazendo bons treinos, melhorando a parte técnica e me vejo em condições de saltar 4,90m no Mundial. Saio chateada por não ter vencido, mas contente pelo meu salto e pela competição. Foi uma prova muito bonita", resumiu Fabiana, que antes de ir à China participará da etapa de Estocolmo (SUE) da Liga Diamante, no próximo dia 30.

Mais uma prata
No lançamento do disco, o brasileiro Ronald Julião subiu um degrau no pódio. Bronze em Guadalajara, foi prata em Toronto, com a marca de 64,65m. Ele ficou atrás do jamaicano Fedrick Dacres (64,80m) e à frente do norte-americano Russ Winger (62,64m). 

"Foi incrivelmente emocionante. No último arremesso até achei que tinha ganhado a prova, mas faltou pouco. Fico muito feliz por voltar a competir bem, passei dois anos com problemas de lesão, mas não desisti. Se estou aqui é porque estou entre os melhores", afirmou o atleta.

Julião aprendeu a lidar com duas hérnias de disco e não pôde competir regularmente no ano passado, devido a esse problema. Todo esse contexto estava por trás de sua euforia nesta quinta, com direito até a volta olímpica pelo estádio. "Era um desejo que eu tinha e deixei escapar em 2011. Então disse que, se tivesse uma nova chance, ia dar a volta olímpica. Fiquei cansado", afirmou o medalhista de bronze no último Pan, em Guadalajara. 

E um bronze
Ao final da prova mais desgastante do atletismo, o decatlo, o brasileiro Luiz Alberto de Araújo teve ao menos um motivo para comemorar: sua combinação de pontos em dez provas lhe valeu a terceira colocação geral e a medalha de bronze. Ele somou 7.497 e ficou a 382 do canadense Damian Warner, o campeão. A prata foi para Granada, com Kurt Felix (7.579).

Ronald Julião comemorou muito a prata no lançamento de disco.. Foto: APYarisley Silva fez a melhor marca do ano (4,85m) no mundo. Foto: Julio Cortez/APYarisley Silva voa para faturar o ouro no salto com vara. Foto: Ezra Shaw/Getty ImagesO arubiano Quincy Breell se esticou todo, mas não conseguiu ir além do oitavo lugar no salto em distância. Foto: Al Bello/Getty ImagesMarquise Goodwin, que joga na NFL, conquistou o ouro no salto em distância. Foto: Al Bello/Getty ImagesO dominicano Luguelin Santos festeja a conquista do ouro nos 400m . Foto: Mark Humphrey/AP A norte-americana Jillian Camarena-Williams conquistou a prata no Pan. Foto: Ezra Shaw/Getty ImagesO americano Kerron Clement (esq.), durante a semifinal dos 400m. Foto: EFE/Javier EtxezarretaA canadense Melissa Bishop celebra depois de ganhar a medalha de ouro nos 800m, no Pan de Toronto. Foto: EFE/Alejandro ErnestoA jamaicana Sherone Simpson vibra após vencer os 100m rasos no Pan de Toronto. Foto: AP Photo/Mark HumphreyO americano Mark Hollins compete na prova do salto com vara sob sol intenso. Foto: Ezra Shaw/Getty ImagesÉrika Lima faz bela prova na semi e vai à final dos 800m rasos com o melhor tempo. Foto: APA pernambucana Keila Costa registra a boa marca de 14,50m e vai ao pódio. Foto: Felipe Dana/ APBateria eliminatória dos 100 m rasos. Foto: Al Bello/Getty ImagesO cubano Lazaro Borges no salto com vara. Ele terminou me quinto. Foto: APProva de 5.000m feminino abriu as competições de pista do atletismo no Pan de Toronto. Foto: Al Bello/Getty ImagesA velocista Kaina Martinez, de Belize, pode ser identificada facilmente pelo seu par de meias todo colorido, antes das eliminatórias dos 100m rasos. . Foto: APA brasileira Jucilene de Lima, focada, no lançamento de dardo.. Foto: APJake Blankenship, dos Estados Unidos, passa pelo sarrafo no salto com vara. . Foto: APA velocista Ana Cláudia Lemos sorri ao vencer sua eliminatória pelos 100m rasos. . Foto: APHomens na disputa dos 20km da marcha atlética. Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COBMulheres na disputa da maratona, que abriu as competições de atletismo no Pan de Toronto. Foto: Renato Retamal/AP


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