Vice-campeão da Superliga é capitão pelo vôlei sentado e agora quer ouro

Por iG São Paulo |

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Artrose no tornozelo esquerdo encerrou carreira profissional, mas abriu espaço para o atacante Levi Gomes conhecer uma nova modalidade e ganhar sobrevida no esporte

Levi Gomes (à esq.) em ação pela seleção brasileira durante o Parapan de Toronto
Flickr/CPB
Levi Gomes (à esq.) em ação pela seleção brasileira durante o Parapan de Toronto

Apesar de ser atleta do vôlei sentado há apenas três anos, Levi Gomes é um dos mais experientes jogadores da seleção brasileira que busca o tricampeonato no Parapan de Toronto. Aos 42, o jogador foi profissional de vôlei convencional (em pé) até os 36, quando teve de parar por causa de uma artrose no tornozelo esquerdo.

O central Levi Gomes atuou por várias equipes no Brasil, entre elas o Palmeiras
Reprodução/Facebook
O central Levi Gomes atuou por várias equipes no Brasil, entre elas o Palmeiras

“A artrose foi consequência das torções que tive durante a carreira e, como ela é degenerativa, está sempre piorando”, explicou Levi. “Chegou uma hora que não dava mais. Mas eu nunca, mesmo quando jogava profissionalmente, tinha ouvido falar de vôlei sentado. Ainda existe muito desconhecimento nesse esporte”, completou o atleta de 2,03m, que jogou por diversos clubes pelo Brasil, onde foi duas vezes vice-campeão da Superliga. Além disso, o central chegou atuar no exterior, em três continentes, passando por equipes de Portugal, Espanha, Catar e Argentina.

Levi acabou conhecendo o esporte por meio do atual treinador da equipe, Fernando Guimarães, que é irmão do técnico da seleção feminina principal, José Roberto Guimarães, quando jogava em times masters. Hoje ele é o capitão da seleção.

Seleção brasileira de vôlei sentado durante vitória sobre o México no Parapan de Toronto
Flickr/CPB
Seleção brasileira de vôlei sentado durante vitória sobre o México no Parapan de Toronto

No vôlei sentado, cada equipe conta com elenco de 12 atletas, sendo dez com algum tipo de deficiência congênita ou resultado de acidente nos membros inferiores, e dois que podem ter a chamada deficiência mínima. Seis participam da partida. 

Leia ainda: Brasileira troca raquete por arco e flechas e, ainda assim, é tri no Parapan

Levi entra nesta última categoria e chega a causar espanto nos rivais, pois não aparenta ter qualquer problema físico. “O pessoal até olha feio quando vamos competir, mas está nas regras e posso jogar”, explica o brasileiro, que ainda “brinca”, esporadicamente, no vôlei convencional.

Segundo o técnico Fernando Guimarães, cada seleção tem uma peculiaridade na formação de atletas. “Grande parte dos atletas da seleção da Bósnia, por exemplo, são amputados por causa das guerras que o país enfrentou. Já no Irã, houve um surto de poliomietlite há uns 30 anos e boa parte dos atletas tem essa deficiência. No Brasil, infelizmente, a maioria dos atletas tem membros inferiores amputados devido a acidentes com moto", diz o comandante.

Confira imagens do terceiro dia de competições no Parapan de Toronto:

Mateus Evangelista ganha o ouro no salto em distância T37, com recorde do Parapan.. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPBO brasileiro Odair dos Santos ganhou a prova dos 5000m T11, mas acabou desclassificado por ter corrido com apenas um guia, sem aviso prévio. . Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPBAlessandro da Silva ganha o ouro pelo arremesso de disco F11.. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPBTiago Paulino compete pelo arremesso de disco F57. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPBLeticia Lucas ganha o ouro pelos 50m livre S5. Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPBDaniel Dias comemora a vitória pelos 50m borboleta S5(1-5). Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPBEdvanio Rodrigues da Silva ganha o ouro no halterofilismo até 80kg, com recorde do Parapan. . Foto: Fernando Maia/MPIX/CPBEdvanio Rodrigues da Silva, medalha de ouro pelo halterofilismo até 80kg. . Foto: Fernando Maia/MPIX/CPBJane Gögel ganha o ouro no tiro com arco composto. . Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPBJane Gögel ganha o ouro no tiro com arco composto. . Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPBJane Gögel ganha o ouro no tiro com arco composto. . Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB


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